terça-feira, 13 de novembro de 2012

Novo acidente em Congonhas

Em Congonhas ocorreu, novamente, outro acidente no dia 11/11/2012. A imprensa, para não alarmar as pessoas, deu um destaque muito pequeno. Alguns jornais nem mesmo relataram o evento.

Um Cessna Citation Jet I, avião bimotor a jato de pequeno porte com capacidade para transportar cinco ou seis passageiros, ao pousar em Congonhas derrapou e se estatelou no final do barranco (isso mesmo, o final da pista em Congonhas é um barranco!) bem ao lado da av. Bandeirantes. Por um pouco, apenas alguns metros, arrebentaria meia duzia de carros  porque essa avenida é muito movimentada. Houve 03 feridos.

Veja o vídeo


segunda-feira, 9 de julho de 2012

10 Aeroportos mais radicais do mundo

Abaixo a lista dos 10 Aeroportos mais inseguros  do mundo e respectivos fatores de insegurança:

01 – Aeroporto Lukla (Nepal) – Pista curta de 490 mts termina num vale de 600 mts de queda
2008 – acidente com 18 mortes
02 – Aeroporto Internacional de Tugucigalpa (Honduras) – pista curta sem areas de escape (barranco de 20 mts no fim da pista)
Acidente em 2008 – Derrapagem na cabeceira ocasionou 5 mortes
03 – Aeroporto St Barth’s – Pista curta de 640 mts
04 – Aeroporto Princesa Juliana da Ilha de Saint Maarten – Congestionamento, proximidade a montanhas de um lado e turistas na praia do outro lado
05 – Aeroporto de Gibraltar – Mar dos 2 lados, proximidade a centros urbanos. Obstáculo na cabeceira da pista, condições metereológicas adversas)
06 – Aeroporto Hong Kong – proximidade a montanhas a inexistência de áreas de escape
Ocorrência de 14 acidentes
07 – Aeroporto de Curchevel (França) – pista curta e perfil de montanha russa
08 – Eagle Vall
09 – Aeroporto de Funchal – Ilha de Madeira – Lisboa. (fatores: risco aviário, ventos de diversas direções provenientes das montanhas e do mar e pista curta)
Acidente pela derrapagem que excedeu a pista curta de 1500 mts (1977) – 131 mortes

10 – Aeroporto Regional de San Diego – California - EUA (fatores:  congestionamento de tráfego aéreo, proximidade a centro populacional e somente uma pista de decolagem)
Acidente com colisão de aeronaves( 1978) - 144 mortes

Abaixo vídeos com os principais  trechos do vídeo exibido em 04-02-2012  pelo  Canal Documentário History

parte 01:

video



parte 02:

 video

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

OS BONS EXEMPLOS DE AEROPORTOS NACIONAIS

Quando se criticam as iniciativas de ampliar o Leite Lopes, entre outras razões, por estar dentro de área urbana, densamente habitada, logo os defensores do puxadinho/puxadão afirmam que essa situação é comum e até desejada e não tem nenhum problema.

Quando o Movimento Pro Novo Aeroporto divulga  que um aeroporto não demora mais que três a cinco anos para ser construído, logo “especialistas” como a nossa atual  prefeita, erguem a voz e afirmam que no mínimo demora 10 anos. Um senhor deputado, potencial candidato à prefeitura este ano de 2012, conseguiu inflacionar o prazo para 40 anos.

Com a finalidade de manipular a opinião pública a favor de seus argumentos, utilizam-se do instrumento da chantagem emocional ao anunciar, com grande espaço na mídia,  que ou se faz a ampliação do Leite Lopes ou o DAESP abandona Ribeirão e não teremos nenhum aeroporto, ao que costumamos responder que se o DAESP não quer, é um problema dele porque se a iniciativa privada ou mesmo a prefeitura quiserem podem construir um e muito melhor que os administrados pelo DAESP.  Aí retrucam com aquele ar de superioridade característico dos grandes conhecedores: Não pode. Só o DAESP ou a União podem construir aeroportos.  E, pronto, “falou tá falado”!

Agora que já passou a fase da histeria do último espetáculo circense da administração municipal em conjunto com a estadual sobre o quase inicio das obras de “empurração” da pista  e da imediata construção do fenomenal Terminal de Cargas, podemos voltar à nossa rotina de esclarecimento para contrabalançar a manipulação midiática.

Em artigos anteriores já mencionamos boas iniciativas em Baurú ,  São José do Rio Preto, São Gonçalo, entre outros.

Agora chegou a vez de falar de Maringá, cidade com pouco mais da metade da população de Ribeirão Preto. Segundo a Wikipédia,

Maringá é um município brasileiro, localizado no norte central do estado do Paraná. É uma cidade média-grande planejada e de urbanização recente, sendo a terceira maior do estado e a sétima mais populosa da região sul do Brasil. Destaca-se pela qualidade de vida e por ser um importante entroncamento rodoviário regional. A cidade é uma das mais arborizadas do país.
De acordo com o IBGE, Maringá possui uma população de 357.117 habitantes.

Maringá resolveu construir um aeroporto internacional com recursos próprios: constituiu a empresa municipal Terminais Aéreos Maringá e a construção do Aeroporto Sílvio Name Júnior teve início em Outubro de 1994 e foi concluída em Julho de 2000, ou seja, demorou 5 anos e 9 meses. É claro que se dispusesse de maior fluxo de caixa, a obra demoraria menos.
Este fato contradiz em absoluto o que os  nossos “especialistas” e futuros pré-candidatos à prefeitura[i] afirmam.

Talvez um aeroporto possa levar mais de 10 anos, até 40 anos, para ser construído, mas por causa das diversas paralisações por ordem judicial ou do Tribunal de Contas, motivadas pelas mais diversas irregularidades. Mas isso é do âmbito policial e não da engenharia.

No projeto original já está prevista a próxima ampliação e, note-se, em lugar daquelas escadinhas ridículas que  eles chamam de rampas, prevêem  pontes móveis!  Nessa ampliação, os passageiros não vão precisar de galochas e guarda chuvas em dia de temporal!

A localização é em área  rural e existe um plano diretor do entorno para garantir que não hajam problemas futuros com a expansão urbana!

Agora algumas fotos para comparar com o Leite Lopes:


Vista parcial do aeroporto de Maringá, completamente externo à área urbana, podendo ser ampliado à vontade para atender às futuras demandas. Já estão prevendo a construção de uma segunda pista.



Vista interna do Terminal de Passageiros, atualmente com um movimento de 280.000 passageiros/ano, um terço do movimento atual do Leite Lopes.

E o projeto já inclui a futura ampliação desse terminal de passageiros, para o uso de pontes móveis:




























Toda a cidade progressiva em pleno desenvolvimento deseja e implanta aeroportos decentes e que dignifiquem a cidade, com respeito aos seus cidadãos. Espontaneamente. Maringá, Bauru, Natal entre outras.

Só em Ribeirão Preto precisamos organizar um Movimento Popular para enfrentar um grupinho que faz questão de ampliar o Leite Lopes para atender aos interesses de uma empresa transportadora que também poderia construir o seu Terminal de Cargas no aeroporto novo, mas a ganância do lucro imediato é mais importante do que a cidadania e que as necessidades de Ribeirão Preto e região.

Todos os projetos de ampliação do Leite Lopes, inclusive o do Terminal de Passageiros denota a total indiferença dessas autoridades para com o ribeirão-pretano: em Maringá e em todos os outros existe arquitetura; no Leite Lopes não passa de um galpão.

Uma cidade do porte de Ribeirão Preto, apresentar-se com um aeroporto internacional de passageiros como o que eles querem fazer no Leite Lopes, é simplesmente degradante.

O Leite Lopes internacional não é o aeroporto que Ribeirão Preto e a região merecem.

Para se recuperar a dignidade da cidadania perdida nas últimas décadas, com sucessivas administrações a serviço de negócios e não da cidade, só existe uma alternativa:

Em 2012 não vote em político de 3ª Linha: vote em Estadista
E porque continuamos na luta cidadã, exigimos:
Congonhas em Ribeirão Não!
O Leite Lopes fica como está.
Novo aeroporto em nova área já!





[i] Ribeirão Preto está muito mal servido de pré-candidatos à prefeitura este ano, assim como aconteceu  em todas as outras eleições. 

sábado, 24 de dezembro de 2011

Aeroporto de Ribeirão Preto : Caipirices, desvarios e “jóias” da Tecnologia SLLQC

(SLLQC - É o grupo de pessoas e de entidades que insistem em não deixar construir um aeroporto novo para Ribeirão Preto e que entendem que Só o Leite Lopes a Qualquer Custo lhes serve.)

(em ordem cronológica)

1997
Através de um estudo financiado a fundo perdido  pela Trade Development Agency (TDA), órgão dependente do Departamento de Estado  do governo dos USA, uma empresa norteamericana desenvolve um projeto de viabilidade de ampliação do Leite Lopes;
·                    A “Califórnia Brasileira, Capital do Agronegócio” agora seria elevada a categoria de sermos “Internacionais”
·                    A prefeitura municipal, na  administração Jabali (PSDB), aprova essa ampliação, sem se preocupar com a legislação municipal , que deveria implantar e defender (Plano Diretor - LC 501/95);
·                    Tais estudos “internacionais” foram rechaçados pelo Ministério Público por ignorar a legislação brasileira referente a obrigatoriedade do EIA RIMA.

A Câmara Municipal de Ribeirão Preto constitui uma Comissão Especial  de Estudos (Resolução 43/97) para análise do projeto e aprova a ampliação do Leite Lopes;
·                A Comissão não questionou à época depoimento de Secretário Municipal de Planejamento de que não considerava o aeroporto dentro da cidade.

2001

·         licitação  para o terminal de cargas internacional sem que o Leite Lopes o fosse.  Depois se lembraram disso e pediram a outorga

·         Área prevista para o terminal de Cargas (5.000 m² )  menor que muitos depósitos de rede de lojas , quando aeroportos como Cumbica e Viracopos tem terminais de 97.800 e 81.000 m² respectivamente. Supondo que esse terminal estivesse construído, a área total disponível para carhas internacionais no estado de S. Paulo seria de 183.800 m² e o Leite Lopes teria disponível, para garantir o desenvolvimento regional, pujantes 2,7% da capacidade total instalada!

2005
Os favoráveis a ampliação criam o Movimento Decola Ribeirão mas criticados como “Degola Ribeirão“ são obrigados a elaborar o EIA-RIMA.
·         A área onde se situa o Leite Lopes é a pior entre as 7 áreas estudas para sediar o aeroporto, mas através da manipulação dos dados apontam no EIA RIMA  como sendo a melhor.
·         Negam o risco aviário e a presença de urubus no aeroporto, todavia estas aves para reafirmar sua presença originam a posteriori 06 acidentes em aeronaves.
·         Nem mesmo citam o risco para as crianças do entorno urbano do aeroporto que se divertem empinando pipas e que podem  ser empurradas pelo vento paras as cabeceiras ou para a própria pista. Este é um risco inerente, exclusivo, para aeroportos situados dentro de áreas urbanas.

2007
AGOSTO            DAESP arquiva e desiste do EIA-RIMA. Por incrível que pareça, momento histórico da vitoria do bom senso:
·      Inicio das conversações entre o MP e o DAESP para o acordo judicial onde se formaliza o compromisso da não ampliação do Leite Lopes

2011
FEVEREIRO         A  prefeitura municipal, o braço político dos SLLQC locais, insiste não apenas na ampliação da pista  do Leite Lopes em 300 metros, o tal de puxadinho, mas ainda arrogantemente afirma que irá entrar no Judiciário para anular o  tal de TAC entre o Governo do Estado e o Ministério Público que impedia a ampliação da pista. Em  entrevista para a Clube no dia 12, o Governador do Estado. afirma que vai falar com o Ministério Público pra rever o TAC.

·      O governador desconhece de que não existe nenhum TAC impedindo a ampliação do Leite Lopes. pois ele só fala o que a assessoria o informa. Existe uma sentença  judicial validando um acordo entre o MP e o DAESP da impossibilidade técnica de ampliação. Se o governador está mal informado, deve-se certamente a sua assessoria ou outras fontes das pérolas canavieiras
·         Argumentam que puxar esses 300 metros operacionais não representa ampliar a pista .....


A semana de 6 a 12 fevereiro de 2011 foi profícua na falta de bom senso dos SLLQC. O festival de besteirol ultrapassou os limites. Vamos ver porquê:

·      A Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto apresentou, finalmente, o grande projeto do puxadinho da pista. Não vai precisar de túnel nem de viaduto.
·      Perceberem que era um bobagem.  Vão apenas empurrar a av. Thomas Albert Watelly para a frente. Será  uma alteração significativa de todo o sistema viário do entorno do Leite Lopes. É claro que isso requer  um EIA-RIMA, mesmo que simplificado, no mínimo um RARAM**  ou pelo menos um Estudozinho de Impacto de Vizinhança.
·                    Esses procedimentos já deveriam estar junto com o projeto básico. Não vieram. Devem ter esquecido. Empurraram o projeto executivo para o DAESP.

·           A falta de definições políticas quanto ao Novo Aeroporto para Ribeirão Preto, tem ocasionado sugestões que vão do esdrúxulo ao ridículo.

·           Renomado jornalista local  publica matéria na Gazeta, dia 7 de fevereiro, na base da pilhéria, que se o DAESP ou Infraero optassem em colocar um aeroporto rapidinho para a nossa metrópole canavieira, uma solução seria comprar o porta-aviões John Fitzgerald Kennedy, dos EUA, aposentado operacionalmente, e colocá-lo no rio Pardo.


MARÇO               Internauta envia e-mail afirmando que o  novo aeroporto têm que ficar dentro de Ribeirão Preto
·      É uma preocupação muito comum mas a nossa pergunta é simples: essa preocupação é tributária? O interesse patrimonial do poder publico não pode se sobrepor ao interesse público.  Se não é, qual a motivação dessa exigência? Bairrismo? Não é assim que se estudam os sítios aeroportuários principalmente para os de grande porte.

ABRIL
·      O Governo do Estado doou para si mesmo, ou seja, para o DAESP, um terreno ao lado do Leite Lopes para a futura ampliação.   É um terreno tão grande que nem o DAESP sabe o que fazer com ele. Provavelmente vai ter que contratar consultoria especializada para elaborar o projeto pra o seu uso maximizado.  Qual é a área? Portentosos 300 m² !!! Agora sim, a ampliação do Leite Lopes está garantida, sem necessidade de desapropriação.
·         E depois de todas estas auspiciosas noticias SLLQCianas, lembra-nos o esgoto. Sem segundas intenções ou ilações entre os temas. Esgoto mesmo. O Leite Lopes, esse extraordinário aeroporto, que já é internacional de cargas,  não está ligado à rede de esgotos? Ainda usa fossa. Aliás, várias. E quando chove algumas extravasam. E, é claro, deixam o seu odor característico. E isso nos lembra que  Ribeirão Preto tem quase 100% de esgoto tratado. Não é isso que as autoridades municipais alardeiam aos sete ventos?


MAIO                Saiu na imprensa (TV Record) –

 Muita sujeira no Aeroporto Leite Lopes em Ribeirão Preto. Além do mato alto e água parada, o lixo das aeronaves está causando transtornos para quem trabalha no local.”
“O Governador Geraldo Alckmin em visita a região em 02/05/11 , na entrevista de abertura da Agrishow  afirmou que vai a justiça levar a proposta da ampliação (puxadinho) dentro do novo  estudo de zoneamento de ruídos  e que com isso preserva  a qualidade de vida das pessoas”
·         O Governador está muito mal assessorado pois a sua informação a  respeito de qualidade de vida contrasta com a ignorância em saber o nome correto  dos bairros onde residem esses mesmos moradores, como o Bairro Quintino Facci I citado  na entrevista  como Quirilo.
·         Não bastasse a falta de informação  em relação ao nome correto dos bairros, acrescente-se  a situação vergonhosa do acúmulo  do lixo no aeroporto, sem mencionar que o aeroporto nem rede de esgoto canalizada  tem
·         É tecnicamente impossível fazer a demonstração de que a Curva de Ruído permite a ampliação da pista preservando a qualidade de vida das populações.
·         O Estudo de Zoneamento de Ruído não exclui o Estudo de Impacto Ambiental, já que é apenas um de seus muitos  aspetos a serem analisados. A desinformação do Sr.  Governador já se tornou proverbial.
JUNHO              Saiu na imprensa (EPTV) : Veja o caso da família de um agricultor (Gelfuso) que luta há 50 anos para que a Justiça julgue a ação de reconhecimento das terras onde atualmente está o Aeroporto Leite Lopes.
·         Principalmente nos anos eleitorais os candidatos SLLQC se justificam para o eleitorado no entorno do aeroporto que além da ampliação gerar empregos para os pobres das imediações, nas desapropriações ninguém é prejudicado pois paga-se o (baixissimo)  “preço de mercado da área“

JULHO               Saiu na imprensa (Jornal A Cidade)
Pipas fecham Leite Lopes e atrasam vôos em 1h30
·         Mas poderia sair com a seguinte manchete:  Avião em vôo internacional teve o seu pouso no Leite Lopes cancelado porque tinha crianças empinando pipa perto da cabeceira.”

AGOSTO            Anunciam a proposta de ampliação do Puxadão.

·       O puxadão representa a proposta de um novo Congonhas para a  cidade de Ribeirão Preto e permitirá a  sua inclusão no Livro do Guinnes – como o menor e pior Aeroporto Internacional de Cargas do planeta.

·       A Prefeitura Municipal adianta-se ao Governo do Estado e já coloca na revisão da Lei do uso e Parcelamento do  Solo as áreas a serem desocupadas de residências para se tornarem industriais ou comerciais, com base no tal Estudo de Zoneamento de Ruído que  nem aprovado foi pela ANAC.



domingo, 18 de dezembro de 2011

RESPOSTA A UM LEITOR DE JUNDIAÍ

O Movimento Pró Novo Aeroporto de Ribeirão Preto e Região Responde:



RESPOSTA A UM LEITOR DE JUNDIAÍ

Um leitor de Jundiaí nos enviou a seguinte pergunta na parte comentários de matéria veiculada no blog sobre o barulho do aeroporto de Jundiaí:

Em Jundiaí continuamos incomodados com o barulho dos aviões que pousam e aterrizam 24 HORAS POR DIA!!! É um absurdo!!! Como resolver esta situação???

( matéria do Jornal abordando os problemas do aeroporto no final deste artigo)

Como se vê e principalmente se sente por vibração e audição, a maior parte dos aeroportos existentes e em particular os administrados pelo DAESP, estão muito mal localizados, não levando em conta a obrigação de se garantir às comunidades do seu entorno a qualidade de vida ambiental que a Constituição garante.

Não conhecemos a história da dinâmica urbana entre o aeroporto – provavelmente um campinho de aviação – e a ocupação territorial do seu entorno.

Por uma questão de analogia com Congonhas, Cumbica e o Leite Lopes, o aeroporto de Jundiaí deve ter crescido já dentro de uma urbanização já consolidada. Por analogia com os aeroportos citados, também deveria ter sido construído em local mais adequado e deixado o campinho de aviação do jeitinho que estava.

Ou então, se fosse possível imaginar o poder publico com a capacidade de ter uma visão de futuro, que desde o inicio desse campinho, tivesse adquirido uma área compatível com um futuro aeroporto e definido legislação urbana que definisse qual o tipo de ocupação poderia ter sido permitida.

Não fez isso, por várias razões. Uma delas, o estado prefere deixar as coisas correr à balda e depois, através de desapropriações nunca pagas ou muito mal pagas, aumentar a área patrimonial do sitio.

Como são áreas ao lado de aeródromos, sempre nas periferias da cidade (nas décadas de 50, hoje dentro da área urbana), foram ocupadas por comunidades pobres, sem dinheiro para pagar a advogados para defenderem os seus direitos, é claro, se soubessem que tinham direitos a serem defendidos.

O poder público contrata  estudos para justificarem essas expansões onde  “demonstram cientificamente” que não causam mal nenhum às comunidades e, muito pelo contrário, até “promovem”, o desenvolvimento local.

A fim de obterem o apoio do restante da população da cidade, alegam que o erro cometido foi por culpa desta população local que se estabeleceu irregularmente no zoneamento de ruídos.

Usando a tática da manipulação da opinião pública e desvirtuando  a realidade, muitas vezes com o apoio da mídia,  alegam que a  construção de novos aeroportos alternativamente às expansões não é a solução, pois o problema da ocupação irregular do entorno se repetiria pois a população pobre novamente se estabeleceria irregularmente próxima ao novo aeroporto.

“Esquecem-se” de informar que essas construções foram feitas dentro da legislação municipal, com projetos aprovados, com habite-se.

Exatamente a mesma coisa que ocorreu com o Leite Lopes. Eles tentaram mas foram mal sucedidos, porque aqui existe uma sociedade civil forte baseada na mobilização popular que juntamente com o Ministério Público e o Judiciário acabaram com a Farra do Boi Aeroportuário. No caso, o boi da farra seria a comunidade do entorno, com direito a ser maltratada de forma permanente e exposta a risco aeroportuário enquanto os interesses econômicos diretamente ligados a essas ampliações recebem os seus lucros, certas elites locais ficam com algumas migalhas desse bolo para poderem defender esses interesses e o poder publico gasta o seu dinheiro (que é o nosso) para que esses empreendimentos sejam lucrativos e atrativos para o empresariado ligado a esse setor.

O que fazer então em Jundiaí?

O básico. Em primeiro lugar reunir as associações de bairro e outras  entidades da sociedade civil no entorno de uma política de preservação da qualidade de vida das comunidades do entorno do aeroporto.

Estudar quais os diplomas legais que permitiram essas ampliações, já que provavelmente essas ampliações – mesmo que apenas na potencia das aeronaves -  não seguiram as exigências legais de um Estudo Prévio de Impacto Ambiental, o tal de EIA-RIMA, de modo a fundamentar novos estudos, sérios e técnica e cientificamente baseados, que identifiquem todas as mazelas urbanas, sócio-ambientais, de segurança aeronáutica e outras e que comprovem que a estrutura do aeroporto funciona adequadamente dentro das exigências legais, preservando-se a incolumidade pública.

A palavra chave é, sem dúvida, a capacidade de mobilização popular e, se conseguir o apoio da imprensa e da classe política a solução é mais fácil.

Uma primeira etapa, seria mobilizar o Judiciário através do Ministério Público e exigir um estudo de ruído, que deverá estar dentro da norma de ruído em área urbana e providenciar o fechamento do aeroporto em horário noturno.

Jundiaí tem mais sorte que Ribeirão Preto: não tem SLLQC *!

Outro ponto importante é a organização local que vise a um aeroporto que preserve  a qualidade de vida da população; a organização regional, junto com outros Movimento tais como o Pro Novo Aeroporto de Ribeirão e o de Congonhas e o de Cumbica; e finalmente a organização de um Movimento Nacional Pro Aeroportos Seguros.

Ribeirão Preto está solidário com Jundiaí e esperamos que consigam vencer mais essa falta de responsabilidade de nossas autoridades aeronáuticas que permitiram que a situação chegasse ao ponto que chegou.

Como o apoio político é importante, outro ponto a ser levado em conta também para Jundiaí está em aproveitar as eleições do ano que vem, começando desde já a questionar os futuros candidatos a esse respeito. Por isso,

Povo esclarecido jamais será iludido

E por isso

Em 2012 não vote em político de 3ª linha: vote em estadista


·        SLLQC É o grupo de pessoas e de entidades que insistem em não deixar construir um aeroporto novo para Ribeirão Preto e que entendem que Só o Leite Lopes a Qualquer Custo lhes serve.


O Estadão - 09-10-2011

Leilão dos aeroportos é marcado para 6 de fevereiro

Leilão dos aeroportos é marcado para 6 de fevereiro
  

Fonte: Agência Petroleira de Notícias
18 Dezembro 2011
Classificado em Brasil - Privatização

O pretexto para a realização dos leilões, que teve na figura o ex-ministro Nélson Jobim um de seus grandes articuladores, é atrair investimentos para melhorar a estrutura dos aeroportos brasileiros. Dados da ENAC informam que, entre 2003 e 2007, enquanto o número de passageiros transportados no mundo ficou na média de 40%,  no Brasil o aumento foi de 118%.
De acordo com o edital, obras de reforma e ampliação dos aeroportos deverão ser concluídas em 18 meses, preparando os aeroportos para a Copa do Mundo de 2014. Os aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília estão entre os mais rentáveis do país. Detalhe: as obras serão financiadas pelo próprio governo brasileiro, através do BNDES.
Os preços mínimos para a concessão dos aeroportos  ficaram abaixo do recomendado pelo Tribunal de Contas da União na semana passada. No caso de Cumbica, o governo fixou em R$ 3,4 bilhões o preço mínimo, R$ 400 milhões a menos do defendido pelo TCU. Em Viracopos, o valor fixado foi de R$ 1,471 bilhão, enquanto o tribunal defendia o valor de R$ 1,7 bilhão. Em Brasília, o valor do edital é de preço mínimo de R$ 582 milhões. O TCU tinha recomendado R$ 761 milhões.
O movimento de resistência contra a privatização dos aeroportos considera a concessão o caminho para a precarização do trabalho e uma  ameaça à soberania nacional.
Para mais informações, assista à entrevista com trabalhadores de Viracopos na TV Petroleira